# Neurologista de Memória São Paulo | Dr. Lucas Michielon

> Avaliação de queixas de memória, alterações de comportamento e sintomas na fronteira entre o neurológico e o emocional, na Vila Mariana e por telemedicina.

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![Consulta de avaliação cognitiva com paciente e acompanhante no consultório](/images/misc/medico-neurologista-conversando-com-paciente-idosa.webp)

Memória e Cognição

# Memória, comportamento e a fronteira com o emocional — investigados na mesma consulta

Investigação de esquecimento, alterações de comportamento e sintomas que ficam entre o neurológico e o emocional.

Última atualização: 18 de setembro de 2026

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Antes de decidir

## Talvez você já tenha ouvido isso sobre memória e cognição

Nenhuma dessas frases fecha a investigação sozinha. Veja o que costuma estar por trás de cada uma.

“Já fiz todos os exames e minha ressonância deu normal.”

Uma ressonância sem atrofia não afasta a doença de Alzheimer, principalmente nas fases iniciais. A investigação olha a queixa como um todo, não só o resultado isolado do exame.

“Acho que estou ficando esquecido, deve ser Alzheimer.”

Esquecer nomes ou onde deixou as chaves pode ser normal, ainda mais com sono ruim ou sobrecarga. O que pesa é o padrão: se piora com o tempo e atrapalha a rotina.

“Falaram que minha queixa de memória é só ansiedade.”

A pseudodemência depressiva e a ansiedade são avaliadas junto com a hipótese neurológica, em paralelo. Esperar meses para “descartar o emocional” custa tempo.

“Não sei se preciso levar alguém comigo na consulta.”

Em queixas de memória e comportamento, quem convive percebe mudanças que o próprio paciente não nota. O acompanhante é ouvido como parte da avaliação.

Se você reconheceu a sua história aqui, a 

segunda opinião neurológica

[/segunda-opiniao-neurologica/ →](/segunda-opiniao-neurologica/)

 foi desenhada exatamente para esse caso.

## O que a avaliação de memória e cognição investiga

A queixa de memória é a porta de entrada mais comum do consultório — e quase nunca vem sozinha. Sono ruim, sobrecarga, ansiedade e humor mexem com a cognição tanto quanto as doenças que a gente teme encontrar. A avaliação aqui separa o esquecimento benigno do que merece investigação, olha as causas reversíveis antes de fechar qualquer diagnóstico e trata a fronteira com a psiquiatria dentro da própria consulta — sem empurrar você de uma fila para outra.

![Material de avaliação cognitiva estruturada sobre a mesa do consultório](/images/misc/mesa-de-consultorio-com-teste-cognitivo-impresso-r.webp)

## Que tipos de queixa cognitiva chegam aqui

A palavra “memória” cobre coisas muito diferentes, e a primeira tarefa da consulta é descobrir de qual delas você está falando. Esquecer o nome de alguém e lembrar minutos depois é uma coisa. Repetir a mesma pergunta em dez minutos sem perceber é outra. Perder o fio da conversa, não achar a palavra certa, errar o caminho de casa, deixar a conta vencer — cada um desses padrões aponta para um grupo diferente de causas.

Os quadros mais frequentes no consultório são:

-   **Queixa subjetiva de memória**, em que os testes vêm normais mas a pessoa sente que algo mudou. Costuma estar ligada a sono ruim, sobrecarga, humor ou uso de medicação — e merece ser levada a sério em vez de descartada.
-   **Comprometimento cognitivo leve**, em que a alteração já aparece na testagem mas a autonomia está preservada. É a fase em que a investigação de causas reversíveis rende mais.
-   **Demências**, com a doença de Alzheimer como a mais comum, seguida da demência vascular e da demência por Corpos de Lewy. Cada uma tem apresentação e conduta diferentes, o que torna o diagnóstico diferencial mais útil do que o rótulo genérico.
-   **Alterações de comportamento e personalidade**, às vezes antes de qualquer queixa de memória — apatia, desinibição, irritabilidade nova. Esse é o território em que a fronteira com a psiquiatria fica mais estreita.
-   **Ansiedade que vira sintoma no corpo**, com dor, tontura, formigamento e dificuldade de concentração. Aqui o trabalho é tratar a causa em vez de enxugar o gelo.

## Como a avaliação cognitiva é construída

A testagem sozinha não fecha diagnóstico. O Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) e a Avaliação Cognitiva de Montreal (MoCA) medem domínios diferentes e têm sensibilidades diferentes: o MoCA pega alterações mais sutis, especialmente de função executiva, enquanto o MEEM é mais grosseiro e pode vir normal em fases iniciais. A escolaridade muda a interpretação dos dois. Quando o caso exige mais detalhe, a testagem neuropsicológica formal entra como próximo passo.

A escala de Depressão Geriátrica (GDS) e a triagem de sono acompanham a avaliação porque as duas condições, sozinhas, derrubam o desempenho cognitivo. Encontrar depressão não encerra a investigação — mas tratá-la muda a linha de base a partir da qual se avalia o resto.

Na imagem, a ressonância magnética encefálica, de preferência em alto campo, responde a perguntas específicas: há atrofia desproporcional na região do hipocampo (avaliada pela escala de Scheltens)? Há carga de doença de pequenos vasos que explique a queixa? Há algum achado estrutural tratável que ninguém procurou? Por isso a imagem é revista diretamente, e não só o laudo — quem conhece a história sabe onde olhar.

Quando o quadro permanece ambíguo depois disso, os biomarcadores liquóricos (p-Tau e beta-amiloide 42) e o PET-CT com amiloide entram como ferramentas de decisão, não como exames de rotina. Eles são indicados quando o resultado realmente muda a conduta.

## A fronteira com a psiquiatria, tratada aqui

Muita gente chega ao consultório depois de ser encaminhada de um lado para o outro: o neurologista diz que é emocional, o psiquiatra diz que é neurológico, e o paciente fica no meio. Esse ping-pong é o que este consultório evita.

A pseudodemência depressiva é o exemplo clássico. O paciente deprimido pode ter desempenho ruim na testagem, queixa intensa de memória e lentidão que lembram um quadro degenerativo. A diferença está nos detalhes: ele costuma responder “não sei” em vez de errar, tem consciência crítica preservada da própria dificuldade, e o quadro tem data de início mais nítida. Com o humor tratado, a cognição melhora — e isso é boa notícia.

O caminho inverso também existe. Apatia e mudança de personalidade podem ser a primeira manifestação de uma doença neurodegenerativa, tratadas por meses como depressão antes de alguém pensar em neurologia. E o transtorno de ansiedade somatoforme produz sintomas físicos absolutamente reais, que não somem quando alguém diz que “não tem nada”.

Em todos esses cenários a conduta é a mesma: avaliar as duas hipóteses em paralelo, usar o repertório de neuropsiquiatria dentro da consulta e articular com o psiquiatra quando o caso pede — sem transferir o problema.

## Quando vale procurar avaliação

Não existe uma idade de corte. O que orienta a decisão é o padrão:

-   O esquecimento **vem piorando** nos últimos meses, em vez de estar estável.
-   Ele **atrapalha tarefas da rotina**: contas, remédios, compromissos, caminho conhecido.
-   **Outras pessoas notaram** — repetição de perguntas, histórias contadas duas vezes, retraimento.
-   Há **mudança de comportamento ou de personalidade** nova para a pessoa.
-   Existe **ronco com pausas na respiração** ou sono não reparador associado à queixa.

Se você reconheceu dois ou mais desses pontos, a avaliação vale a pena — não para confirmar um medo, mas para saber o que está acontecendo e o que é possível fazer. Vale ler também o guia sobre 

como diferenciar esquecimento normal de início de demência

[/guias/esquecimento-normal-ou-demencia-como-diferenciar/ →](/guias/esquecimento-normal-ou-demencia-como-diferenciar/)

 antes da consulta.

Diferenciais

## Por que conduzir memória e cognição aqui

### Neurologia e psiquiatria na mesma consulta

A fronteira entre o neurológico e o emocional é resolvida aqui dentro, com repertório real de neuropsiquiatria — parte importante da rede de indicação do Dr. Lucas são psiquiatras. Você não é empurrado de uma fila para outra.

### A imagem é revista, não só o laudo

A ressonância é aberta e avaliada antes da leitura do relatório. Atrofia hipocampal, doença de pequenos vasos e achados discretos aparecem melhor quando quem olha conhece a queixa.

### Sem alarmismo e sem minimizar

Nem tudo que é esquecimento é Alzheimer, e nem tudo que incomoda é “da idade”. As duas armadilhas são evitadas com critério, não com opinião.

### Orientação honesta à família

Quando o diagnóstico é de uma doença progressiva, isso é dito com clareza — inclusive quando o ganho possível é piorar mais devagar. E quando há boa notícia, ela também não fica escondida.

Passo a passo

## Como funciona a avaliação de memória e cognição

1.  01
    
    ### História com quem convive
    
    A consulta começa ouvindo você e, quando possível, quem acompanha o dia a dia. Em memória e comportamento, o relato do acompanhante costuma ser mais preciso do que o do próprio paciente.
    
2.  02
    
    ### Exame e testagem cognitiva
    
    Exame neurológico completo somado a instrumentos estruturados como o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) e a Avaliação Cognitiva de Montreal (MoCA), que medem domínios diferentes da cognição.
    
3.  03
    
    ### Causas reversíveis primeiro
    
    Antes de qualquer hipótese degenerativa, entram na conta sono, tireoide, vitamina B12, medicações em uso, humor e álcool. Uma parte relevante das queixas melhora quando essas frentes são tratadas.
    
4.  04
    
    ### Explicação e plano com a família
    
    O que foi encontrado é explicado em português claro, com o que muda no dia a dia, o que acompanhar e quando reavaliar. A família sai da consulta sabendo o que fazer na próxima semana.
    

O atendimento

## Como é o cuidado na prática

Imagens do ambiente e do processo de avaliação. Nenhuma imagem de paciente identificável e nenhum “antes e depois”, conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023.

 

Depoimentos

## O que os pacientes escrevem

Depoimentos públicos do Perfil da Empresa no Google, exibidos conforme as regras do CFM. Sem imagens de pacientes e sem "antes e depois".

> “O Dr. Lucas é um excelente neurologista! Muito atencioso, demonstra empatia genuína com os pacientes e um nível de cuidado que vai além do profissional. Dá para perceber que ele ama o que faz, e isso faz toda a diferença no atendimento.”

Kelly Rochah

Avaliação pública no Google

> “Ainda não fui presencialmente, mas já fui atendida pelo Dr. Lucas pelo SUS e posso garantir que é um excelente neurologista.”

Rita de Cassia Torres

Avaliação pública no Google

Depoimentos publicados com base nas avaliações públicas do Perfil da Empresa no Google, exibidos conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023. Resultados clínicos variam de pessoa para pessoa.

Dúvidas comuns

## Perguntas frequentes sobre memória e cognição

### Esquecimento é sempre sinal de demência?

Não. Esquecer nomes ou onde deixou as chaves pode ser normal, ainda mais com estresse, sono ruim e atenção dividida. O que pesa é o padrão: se o esquecimento é progressivo, se atrapalha tarefas da rotina (contas, remédios, caminho de casa) e se as pessoas ao redor notaram mudança de comportamento. Esses três pontos separam o esquecimento comum do que merece investigação.

### Existe um exame que confirma a doença de Alzheimer sozinho?

Não. O diagnóstico é clínico, construído com história, exame neurológico, testagem cognitiva e exames complementares. Ressonância, biomarcadores liquóricos (p-Tau e beta-amiloide 42) e PET-CT com amiloide ajudam a apoiar ou afastar hipóteses, mas nenhum deles fecha o quadro isoladamente. Uma ressonância normal, por exemplo, não exclui Alzheimer.

### A queixa de memória pode ser depressão ou ansiedade?

Pode, e é mais comum do que parece. A pseudodemência depressiva imita um quadro cognitivo e costuma ser reversível quando o humor é tratado. Ansiedade e sobrecarga também derrubam atenção e memória de trabalho. Por isso as duas hipóteses são avaliadas juntas, não em sequência — esperar meses para “descartar o emocional” custa tempo.

### Preciso levar um acompanhante na consulta?

Em queixas de memória, comportamento e movimento, isso faz diferença real. Quem convive percebe mudanças que o próprio paciente não nota — repetição de perguntas, troca de horários de medicação, retraimento social. O acompanhante é ouvido como parte da avaliação, não como um observador.

### O que devo levar para a primeira consulta?

Leve os exames em imagem (CD, pendrive ou link de acesso) e não apenas os laudos, relatórios de médicos anteriores, exames laboratoriais recentes e a lista completa das medicações em uso, com as doses. Medicações para dormir, para ansiedade e para alergia entram na conta — várias delas afetam a cognição.

### Dá para prevenir a perda de memória?

Dá para trabalhar a reserva cognitiva, que é o repertório que o cérebro acumula ao longo da vida e que atrasa o aparecimento dos sintomas. Leitura, aprendizado novo, atividade física regular, sono tratado, convívio social e — algo que se esquece muito — correção de visão e audição. O cérebro é como um músculo: se não malha, atrofia.

### A avaliação cognitiva serve para processos de curatela?

A avaliação clínica e a avaliação pericial são trabalhos diferentes, com finalidades diferentes. Quando a família precisa de documentação para um processo de capacidade civil ou curatela, isso é conduzido pela página de perícia médica neurológica, com o formato e os quesitos adequados ao processo.

### O tratamento muda alguma coisa quando o diagnóstico é de demência?

Muda. Não existe cura para as doenças neurodegenerativas, e isso é dito com clareza, mas existe conduta: medicação que ajuda em sintomas específicos, tratamento das condições que pioram a cognição (sono, humor, pressão, diabetes), orientação de segurança em casa e planejamento com a família. Às vezes o ganho é piorar mais devagar — e isso também é um ganho.

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