# Neurologista Neuropatia Periférica SP | Dr. Lucas Michielon

> Investigação de dormência, formigamento e queimação nos pés e nas mãos — da neuropatia diabética às causas menos comuns. Vila Mariana e telemedicina.

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![Teste de sensibilidade nos pés durante avaliação de neuropatia periférica](/images/misc/neurologista-testando-sensibilidade-do-pe-de-pacie.webp)

Dormência e Neuropatia

# Dormência e formigamento: encontrar a causa muda o tratamento

Investigação de dormência, formigamento e queimação até encontrar a causa que orienta o tratamento.

Última atualização: 18 de setembro de 2026

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Antes de decidir

## Talvez você já tenha ouvido isso sobre dormência e neuropatia

Nenhuma dessas frases fecha a investigação sozinha. Veja o que costuma estar por trás de cada uma.

“Já me disseram que é neuropatia, só isso.”

“É neuropatia” não é um diagnóstico completo sem dizer de quê. Diabetes, vitaminas, tireoide, medicações e causas autoimunes têm tratamentos diferentes, e encontrar a causa é o que orienta a conduta.

“Já fiz vários exames de sangue e não achou nada.”

A investigação laboratorial dirigida por hipótese e a eletroneuromiografia entram em camadas. Quando o exame de rotina não fecha o quadro, o próximo passo é olhar por um ângulo diferente, não repetir o mesmo exame.

“É só formigamento no pé, não é nada sério.”

Na neuropatia diabética, o pé que perdeu sensibilidade sem dor é justamente o que precisa de atenção diária. É ali que uma lesão pode passar despercebida.

“Fizeram todos os exames e não acharam a causa, então acabou.”

Mesmo quando nenhuma causa é encontrada, a conduta continua honesta: o manejo da dor neuropática e o acompanhamento seguem, sem fechar a porta da investigação.

Se você reconheceu a sua história aqui, a 

segunda opinião neurológica

[/segunda-opiniao-neurologica/ →](/segunda-opiniao-neurologica/)

 foi desenhada exatamente para esse caso.

## O que a avaliação de dormência e neuropatia investiga

Dormência e formigamento são a porta de entrada mais comum para o nervo periférico — e o caminho de quem já ouviu "é neuropatia" sem que ninguém tenha dito de quê. Encontrar a causa é o que define o tratamento: diabetes, vitaminas, tireoide, medicações, causas autoimunes. A investigação é feita em camadas, do exame clínico ao laboratório dirigido e à eletrofisiologia, e a conduta é honesta inclusive quando nenhuma causa é encontrada.

![Desconforto e formigamento nos pés, sintoma inicial mais comum](/images/misc/maos-adultas-massageando-os-proprios-pes-sentada-n.webp)

## A distribuição dos sintomas é o primeiro dado

Antes de qualquer exame, o desenho dos sintomas já separa grandes grupos de causas. Vale prestar atenção nisso antes da consulta, porque é a informação que o médico mais vai usar.

**Simétrico, começando nos pés e subindo.** É o padrão da polineuropatia sensitivo-motora, o mais comum. Os nervos mais longos sofrem primeiro, por isso os pés antes das mãos. Quando a alteração chega aos joelhos, costuma começar nas pontas dos dedos das mãos — a chamada distribuição em bota e luva.

**Em uma mão só, com piora à noite.** Sugere compressão focal, tipicamente a síndrome do túnel do carpo. O padrão de dedos acometidos ajuda a confirmar.

**Em um membro só, com fraqueza associada.** Levanta a hipótese de compressão radicular na coluna ou mononeuropatia, e muda a investigação para outra direção.

**Assimétrico e em vários nervos separados.** Padrão de mononeurite múltipla, que faz pensar em causas inflamatórias e vasculíticas — é o cenário que exige investigação mais rápida.

**Instalação rápida, em dias, com fraqueza ascendente.** Pode ser síndrome de Guillain-Barré, e isso é urgência: procure atendimento imediato.

## O que se investiga, e em que ordem

A investigação é feita em camadas, começando pelo que é comum, tratável e barato.

**Primeira camada.** Glicemia de jejum e hemoglobina glicada (HbA1c) — o diabetes responde pela maior fatia dos casos, e a neuropatia às vezes aparece antes do diagnóstico da doença. Vitamina B12, com atenção especial em quem usa metformina ou inibidor de bomba de prótons por tempo prolongado, em vegetarianos estritos e em pessoas com cirurgia bariátrica. Função tireoidiana e função renal. História detalhada de uso de álcool e de medicações.

**Segunda camada, se a primeira não explicar.** Eletroforese de proteínas com pesquisa de componente monoclonal, marcadores inflamatórios e autoimunes, sorologias conforme o contexto, e a eletroneuromiografia com estudo de velocidade de condução.

Essa última merece um comentário. A ENMG não diz apenas “tem” ou “não tem” neuropatia. Ela informa se o problema é **axonal** (o fio em si degenera) ou **desmielinizante** (a capa isolante do fio é atacada) — e essa distinção redireciona toda a investigação. Padrão desmielinizante adquirido levanta a hipótese de CIDP, que é tratável com imunoterapia. Confundir uma CIDP com uma neuropatia diabética genérica significa perder um tratamento que funciona.

**Terceira camada, em casos selecionados.** Painéis genéticos para neuropatias hereditárias, pesquisa de amiloidose e, raramente, biópsia de nervo.

## Tratar a causa e tratar a dor são coisas diferentes

Uma frustração comum de quem chega aqui: anos de analgésico sem efeito. Isso não costuma ser falta de dose — é escolha de classe.

Dor neuropática, aquela em queimação, choque, agulhada ou hipersensibilidade ao toque, tem mecanismo distinto da dor inflamatória. Anti-inflamatórios agem pouco sobre ela. As classes com evidência são outras, usadas em doses e escalonamentos específicos, e com efeitos colaterais que precisam ser discutidos antes — sonolência, tontura, ganho de peso, dependendo da escolha.

Em paralelo, tratar a causa é o que muda a trajetória. Controle glicêmico adequado não reverte a neuropatia diabética instalada, mas freia a progressão. Repor B12 quando há deficiência real melhora o quadro ao longo de meses. Retirar a medicação implicada, quando possível, estabiliza.

E há a parte que ninguém gosta de ouvir porque parece pouco: **cuidado com os pés**. Na neuropatia diabética, a perda de sensibilidade protetora é o que transforma uma bolha em uma úlcera e uma úlcera em uma complicação séria. Inspeção diária, calçado adequado e avaliação imediata de qualquer lesão valem mais do que qualquer medicação nesse cenário específico.

## Quando procurar avaliação

-   Dormência ou formigamento **persistente** por mais de algumas semanas.
-   Sintomas que **estão subindo** pelos membros ao longo do tempo.
-   **Queimação ou choques** nos pés que atrapalham dormir.
-   **Perda de força** associada à alteração de sensibilidade.
-   **Feridas nos pés** que você não sentiu aparecer.
-   Instalação **rápida**, em dias, com fraqueza — nesse caso, atendimento imediato.

Para entender melhor o que o exame de eletroneuromiografia consegue e não consegue mostrar, vale o guia sobre 

eletroneuromiografia

[/guias/eletroneuromiografia-o-que-o-exame-mostra/ →](/guias/eletroneuromiografia-o-que-o-exame-mostra/)

.

Diferenciais

## Por que conduzir dormência e neuropatia aqui

### "É neuropatia" não é diagnóstico

Neuropatia é a descrição do que está acontecendo, não a causa. Sair da consulta sabendo de quê é o que muda o tratamento — e é o que muita gente não conseguiu até chegar aqui.

### Investigação em camadas, sem pacote

Os exames são pedidos por hipótese, não em bloco. Isso reduz custo, evita achados irrelevantes e chega mais rápido ao que importa.

### Dor neuropática tratada com a classe certa

Dor de nervo responde mal a anti-inflamatório e bem a outras classes de medicação. Anos de analgésico comum sem efeito costumam ser um problema de escolha, não de dose.

### Honestidade quando não há causa

Uma parte das polineuropatias permanece sem causa identificada mesmo após investigação completa. Quando isso acontece, é dito — e o foco passa a ser controlar sintoma e monitorar evolução.

Passo a passo

## Como funciona a avaliação de dormência e neuropatia

1.  01
    
    ### Ler a distribuição
    
    Onde começou, como se espalhou, se é simétrico. Formigamento que começa nos pés e sobe em bota conta uma história; dormência em uma mão só, à noite, conta outra completamente diferente.
    
2.  02
    
    ### Exame de sensibilidade e reflexos
    
    Teste do monofilamento, sensibilidade vibratória e térmica, reflexos e força. É o exame que confirma se há neuropatia de fato e qual a extensão dela.
    
3.  03
    
    ### Laboratório dirigido por hipótese
    
    Glicemia e hemoglobina glicada, vitamina B12, função tireoidiana e renal, marcadores inflamatórios e, conforme o caso, pesquisa de causas autoimunes e proteína monoclonal.
    
4.  04
    
    ### Tratar a causa e a dor
    
    Corrigir o que pode ser corrigido e, em paralelo, manejar a dor neuropática com as classes que realmente funcionam nela — que não são os analgésicos comuns.
    

O atendimento

## Como é o cuidado na prática

Imagens do ambiente e do processo de avaliação. Nenhuma imagem de paciente identificável e nenhum “antes e depois”, conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023.

 

Depoimentos

## O que os pacientes escrevem

Depoimentos públicos do Perfil da Empresa no Google, exibidos conforme as regras do CFM. Sem imagens de pacientes e sem "antes e depois".

> “O Dr. Lucas é um excelente neurologista! Muito atencioso, demonstra empatia genuína com os pacientes e um nível de cuidado que vai além do profissional. Dá para perceber que ele ama o que faz, e isso faz toda a diferença no atendimento.”

Kelly Rochah

Avaliação pública no Google

> “Ainda não fui presencialmente, mas já fui atendida pelo Dr. Lucas pelo SUS e posso garantir que é um excelente neurologista.”

Rita de Cassia Torres

Avaliação pública no Google

Depoimentos publicados com base nas avaliações públicas do Perfil da Empresa no Google, exibidos conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023. Resultados clínicos variam de pessoa para pessoa.

Dúvidas comuns

## Perguntas frequentes sobre dormência e neuropatia

### Dormência e formigamento sempre indicam neuropatia?

Não. Alterações de sensibilidade têm várias origens: compressão de nervo em um ponto específico, problema na coluna, alteração circulatória, ansiedade com hiperventilação e, sim, neuropatia periférica. A distribuição dos sintomas é o que mais orienta — simétrico nos pés sugere um grupo de causas, em uma mão só sugere outro.

### Qual a causa mais comum de neuropatia periférica?

O diabetes, com folga, seguido de deficiência de vitamina B12, uso de álcool, efeitos de medicações (incluindo alguns quimioterápicos e antibióticos), alterações da tireoide, doença renal crônica e causas autoimunes. Em parte dos casos, mesmo com investigação completa, nenhuma causa é identificada — o que não impede tratar a dor e acompanhar.

### Preciso fazer eletroneuromiografia?

Nem sempre. O exame é útil quando a pergunta é específica: confirmar a neuropatia, definir se o acometimento é axonal ou desmielinizante, avaliar extensão e localizar compressões focais. Em quadro típico de neuropatia diabética já conhecida, com exame clínico compatível, ele frequentemente não muda a conduta.

### Neuropatia tem cura?

Depende da causa. Quando ela é reversível — deficiência de B12, hipotireoidismo, medicação implicada, controle glicêmico ruim —, corrigir o fator pode estabilizar e às vezes melhorar o quadro, embora a recuperação do nervo seja lenta. Nas formas crônicas e nas sem causa identificada, o objetivo passa a ser controlar sintoma, preservar função e evitar complicações.

### Por que o analgésico comum não resolve a minha dor?

Porque dor neuropática tem mecanismo diferente da dor por lesão de tecido. Anti-inflamatórios e analgésicos simples agem pouco nela. As classes com evidência para dor de nervo são outras — certos antidepressivos e anticonvulsivantes usados em dose e com objetivo específicos. Trocar a classe costuma resolver casos que pareciam refratários.

### O que é a síndrome do túnel do carpo?

É a compressão do nervo mediano no punho, e é a mononeuropatia mais comum. O padrão é característico: formigamento e dormência nos dedos polegar, indicador e médio, com piora à noite, que faz a pessoa acordar e sacudir a mão. Tem tratamento conservador e cirúrgico, e a eletroneuromiografia ajuda a graduar a gravidade.

### O que é CIDP e por que ela importa?

A polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica é uma neuropatia autoimune de curso arrastado, com fraqueza além da alteração sensitiva. Ela importa porque, ao contrário da maioria das polineuropatias crônicas, tem tratamento imunológico eficaz — e por isso não pode passar despercebida no meio de um diagnóstico genérico de neuropatia.

### Tenho diabetes. O que muda no cuidado dos pés?

Muda o suficiente para evitar a complicação mais séria. Inspeção diária dos pés, incluindo entre os dedos e a sola, com espelho se necessário; calçado adequado e nunca apertado; corte de unhas cuidadoso; atenção redobrada com temperatura da água; e avaliação imediata de qualquer ferida, mesmo pequena. Pé sem sensibilidade não avisa quando algo está errado.

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