# Neurologista do Sono São Paulo | Dr. Lucas Michielon

> Investigação de distúrbios do sono e do impacto da apneia na memória, no humor e no risco de AVC. Consultório na Vila Mariana e telemedicina.

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Sono

# O sono como porta de entrada da investigação neurológica

Investigação de distúrbios do sono pelo impacto direto em memória, humor e risco neurológico.

Última atualização: 18 de setembro de 2026

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Antes de decidir

## Talvez você já tenha ouvido isso sobre sono

Nenhuma dessas frases fecha a investigação sozinha. Veja o que costuma estar por trás de cada uma.

“Eu ronco, mas todo mundo ronca, não é motivo para consulta.”

Ronco com pausas na respiração é diferente de ronco comum, e está ligado a memória, risco de AVC e Alzheimer. Vale a pena diferenciar os dois.

“Já testei aplicativo de sono no celular e não deu nada de anormal.”

Aplicativo de celular não substitui a polissonografia. Ela é indicada quando existe critério clínico real, não por rotina, e o resultado é traduzido num plano, não só num número.

“Tenho medo de precisar usar CPAP pro resto da vida.”

O CPAP é o tratamento com mais evidência na apneia moderada a grave, mas a indicação e o acompanhamento da resposta fazem parte da consulta. Não é uma decisão tomada sozinha.

“Minha memória está ruim, achei que já era começo de demência.”

Muita queixa cognitiva rotulada como “início de demência” melhora quando o sono é tratado primeiro. É uma das causas reversíveis investigadas antes de qualquer hipótese mais séria.

Se você reconheceu a sua história aqui, a 

segunda opinião neurológica

[/segunda-opiniao-neurologica/ →](/segunda-opiniao-neurologica/)

 foi desenhada exatamente para esse caso.

## O que a avaliação de sono investiga

O sono é investigado em quase todo paciente daqui, e não por acaso: distúrbios como a apneia se ligam à memória, ao risco de AVC e ao Alzheimer. Muita queixa cognitiva que chega rotulada como "início de demência" melhora quando o sono é tratado. A avaliação define o que está acontecendo nas suas noites, quando um estudo do sono é realmente necessário e o que muda no seu risco neurológico depois do tratamento.

![Sensores de polissonografia preparados para o estudo do sono](/images/misc/equipamento-de-polissonografia-com-sensores-organi.webp)

## Por que o sono entra em quase toda consulta aqui

Existe uma razão prática. O sono é uma das poucas variáveis que, quando corrigida, melhora simultaneamente memória, humor, dor, pressão arterial e risco vascular. Nenhum outro item da anamnese tem esse alcance.

Na prática do consultório, isso aparece assim: chega uma pessoa de 62 anos preocupada com esquecimento, com filhos convencidos de que é “começo de Alzheimer”. Na conversa aparece o ronco alto, as pausas respiratórias que a esposa observa há anos, a dor de cabeça ao acordar, a pressão que não fecha mesmo com dois medicamentos. O quadro cognitivo pode ser, em boa parte, consequência de noites fragmentadas — e isso é testável.

Isso não significa que toda queixa de memória seja apneia. Significa que deixar essa hipótese fora da investigação é aceitar um diagnóstico mais pesado sem ter descartado um mais leve e tratável.

## Os distúrbios mais frequentes e o que os distingue

**Apneia obstrutiva do sono (SAOS).** A via aérea colapsa repetidamente durante a noite, interrompendo a respiração por segundos. O paciente não acorda de fato, mas o sono se fragmenta e a oxigenação cai em ciclos. Sintomas: ronco com pausas, engasgos, sono não reparador, sonolência diurna, dor de cabeça matinal, pressão resistente, noctúria.

**Insônia crônica.** Dificuldade para iniciar ou manter o sono por pelo menos três noites por semana, por mais de três meses, com prejuízo diurno. A armadilha aqui é tratar como sintoma isolado quando é frequentemente consequência de ansiedade, depressão, dor, apneia ou uso de substâncias.

**Síndrome das pernas inquietas.** Desconforto nas pernas ao repousar, que melhora com o movimento e piora à noite. Associação frequente com deficiência de ferro — a ferritina entra na investigação.

**Transtorno comportamental do sono REM.** A paralisia muscular normal do sono REM falha, e a pessoa executa fisicamente o que sonha. Em adultos mais velhos, é um dos marcadores precoces mais consistentes das sinucleinopatias.

**Distúrbios do ritmo circadiano.** O relógio biológico desalinhado do horário social — comum em trabalho por turnos, adolescentes e idosos, e frequentemente confundido com insônia.

## O que a polissonografia mede e o que ela não resolve

A polissonografia de noite inteira registra várias frentes ao mesmo tempo: atividade cerebral (para estagiar o sono), movimentos oculares, tônus muscular, fluxo aéreo, esforço respiratório, oxigenação e posição corporal. É um exame excelente para responder perguntas respiratórias e de comportamento motor durante a noite.

O que ele não faz: explicar por que você não consegue desligar a cabeça às duas da manhã. Insônia comportamental costuma vir com polissonografia normal, e o exame acaba servindo apenas para dizer que “não tem nada” — o que a pessoa já sabia e não ajuda.

Também vale a advertência sobre o número isolado. Dois pacientes com o mesmo Índice de Apneia e Hipopneia podem exigir condutas diferentes: um com sonolência incapacitante e hipertensão resistente, outro assintomático e com boa saturação. O laudo é insumo; a conduta é clínica.

## O que costuma mudar quando o sono é tratado

A expectativa precisa ser honesta. Tratar apneia não reverte um quadro neurodegenerativo já instalado, e ninguém deve prometer isso. O que a evidência sustenta é mais modesto e ainda assim relevante:

-   **Sonolência diurna** melhora de forma consistente e costuma ser a primeira mudança percebida.
-   **Desempenho cognitivo** — atenção, memória de trabalho, velocidade de processamento — tende a melhorar quando o prejuízo era ligado à fragmentação.
-   **Pressão arterial** responde, especialmente nos casos resistentes ao tratamento medicamentoso.
-   **Risco cardiovascular e cerebrovascular** é reduzido, embora a magnitude dependa do grau da apneia e da adesão ao tratamento.
-   **Humor e irritabilidade** melhoram junto, o que costuma ser notado mais pela família do que pelo paciente.

O acompanhamento serve para verificar se isso aconteceu de verdade. Prescrever CPAP e nunca mais checar adesão é uma forma cara de não tratar ninguém.

## Sinais de que vale investigar o seu sono

-   Ronco **com pausas respiratórias** observadas por alguém.
-   **Sonolência** que atrapalha dirigir, trabalhar ou assistir a algo sentado.
-   Acordar **cansado** mesmo com tempo suficiente na cama.
-   **Dor de cabeça** logo ao despertar, várias vezes por semana.
-   **Pressão alta** difícil de controlar mesmo com medicação.
-   **Agitação durante os sonhos**, com chutes, gestos ou fala.
-   **Queixa de memória** somada a qualquer um dos itens acima.

Diferenciais

## Por que conduzir sono aqui

### Sono investigado em quase todo paciente

Não é uma pergunta de rodapé da anamnese. Queixa de memória, dor de cabeça matinal, tontura, humor instável e risco de AVC têm o sono no meio do caminho — e ele é checado sistematicamente.

### A ponte com a cognição e o AVC

A apneia fragmenta o sono, eleva a pressão e aumenta o risco vascular. Parte das queixas cognitivas rotuladas como início de demência melhora quando a apneia é tratada — e essa hipótese custa pouco para ser testada.

### Marcadores precoces reconhecidos

Mexer-se, falar ou agir os sonhos durante a noite pode ser transtorno comportamental do sono REM, um dos marcadores mais estudados que antecedem doenças como o Parkinson. Reconhecer isso muda o acompanhamento.

### Exame indicado por critério

Polissonografia é um exame caro e trabalhoso. Ele é pedido quando a resposta muda a conduta — e o resultado é lido junto com a sua história, não como um número solto.

Passo a passo

## Como funciona a avaliação de sono

1.  01
    
    ### Mapear a noite inteira
    
    Hora de deitar e de levantar, tempo para pegar no sono, despertares, ronco, pausas respiratórias observadas, movimentos, sonhos vívidos e como você acorda. O relato de quem dorme ao lado vale ouro aqui.
    
2.  02
    
    ### Medir o impacto no dia
    
    Escala de sonolência de Epworth, desempenho cognitivo, humor, pressão arterial e risco cardiovascular. O que acontece de dia é o que define a urgência de tratar o que acontece de noite.
    
3.  03
    
    ### Indicar o exame certo, quando ele é necessário
    
    Polissonografia de noite inteira, poligrafia domiciliar ou nenhum exame — a decisão depende da hipótese. Pedir estudo do sono para insônia comportamental, por exemplo, raramente acrescenta.
    
4.  04
    
    ### Traduzir o laudo em conduta
    
    Um Índice de Apneia e Hipopneia isolado não diz o que fazer. A conduta considera o grau, os sintomas, as comorbidades e o risco neurológico — e é acompanhada para verificar se funcionou.
    

O atendimento

## Como é o cuidado na prática

Imagens do ambiente e do processo de avaliação. Nenhuma imagem de paciente identificável e nenhum “antes e depois”, conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023.

 

Depoimentos

## O que os pacientes escrevem

Depoimentos públicos do Perfil da Empresa no Google, exibidos conforme as regras do CFM. Sem imagens de pacientes e sem "antes e depois".

> “O Dr. Lucas é um excelente neurologista! Muito atencioso, demonstra empatia genuína com os pacientes e um nível de cuidado que vai além do profissional. Dá para perceber que ele ama o que faz, e isso faz toda a diferença no atendimento.”

Kelly Rochah

Avaliação pública no Google

> “Ainda não fui presencialmente, mas já fui atendida pelo Dr. Lucas pelo SUS e posso garantir que é um excelente neurologista.”

Rita de Cassia Torres

Avaliação pública no Google

Depoimentos publicados com base nas avaliações públicas do Perfil da Empresa no Google, exibidos conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023. Resultados clínicos variam de pessoa para pessoa.

Dúvidas comuns

## Perguntas frequentes sobre sono

### Ronco é sempre sinal de apneia do sono?

Não. Roncar é comum e por si só não define doença. O que levanta a suspeita de apneia obstrutiva é o ronco acompanhado de pausas respiratórias observadas por quem dorme ao lado, engasgos noturnos, sono não reparador, sonolência excessiva durante o dia, dor de cabeça ao acordar e pressão arterial difícil de controlar.

### Qual a relação entre apneia do sono e memória?

Duas vias principais. A fragmentação repetida do sono impede as fases profundas em que a memória é consolidada, o que derruba desempenho cognitivo mesmo em quem dorme oito horas na cama. E as quedas de oxigenação, repetidas por anos, somam risco vascular cerebral. Por isso a apneia entra na investigação de toda queixa cognitiva persistente.

### Preciso fazer polissonografia?

Depende da hipótese. Para suspeita de apneia com sintomas sugestivos, o estudo do sono responde uma pergunta objetiva e vale a pena. Para insônia sem indício de outro distúrbio associado, o exame costuma ser normal e não muda a conduta — nesses casos o trabalho é clínico. A indicação é decidida na consulta, com o motivo explicado.

### O que é o Índice de Apneia e Hipopneia?

É o número médio de eventos respiratórios por hora de sono registrado no exame, usado para graduar a apneia em leve, moderada ou grave. Ele é útil, mas não conta a história toda: a saturação mínima de oxigênio, o tempo abaixo de determinado limiar, a posição em que os eventos ocorrem e os sintomas diurnos pesam tanto quanto o índice na decisão de tratar.

### CPAP é para sempre? Existe alternativa?

O CPAP é o tratamento com maior evidência para apneia moderada a grave, e o uso é contínuo enquanto a condição existir. Existem alternativas conforme o caso: perda de peso, terapia posicional, aparelhos intraorais indicados pela odontologia do sono e, em situações selecionadas, abordagem cirúrgica pela otorrinolaringologia. A escolha depende do grau, da anatomia e da adesão.

### Me mexo e falo durante os sonhos. Isso é relevante?

Pode ser muito relevante. Agir os sonhos — chutar, gesticular, falar, cair da cama durante o sono REM — caracteriza o transtorno comportamental do sono REM, que em adultos mais velhos é um dos marcadores precoces mais bem estudados das sinucleinopatias, o grupo que inclui a doença de Parkinson. Isso não significa que a doença vá aparecer, mas justifica acompanhamento.

### Insônia é tratada com remédio para dormir?

Na maior parte das vezes, não deveria ser a primeira escolha. A insônia crônica responde melhor a intervenções comportamentais estruturadas do que a hipnóticos, cujo uso prolongado traz tolerância, prejuízo cognitivo e risco de queda, especialmente em idosos. Quando o medicamento entra, ele entra com prazo, dose definida e plano de saída.

### Sinto as pernas inquietas quando vou dormir. O que pode ser?

Esse desconforto nas pernas ao repousar, com necessidade irresistível de movê-las e alívio com o movimento, caracteriza a síndrome das pernas inquietas. É uma condição neurológica frequente, muitas vezes ligada à deficiência de ferro e a alguns medicamentos, e tem tratamento. Ela também é uma causa frequente de insônia mal diagnosticada.

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