# Neurologista para Epilepsia São Paulo | Dr. Lucas Michielon

> Investigação de crises convulsivas, classificação correta da epilepsia e orientação para a vida diária. Vila Mariana e telemedicina.

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![Coleta do relato de testemunha durante avaliação de crise epiléptica](/images/misc/neurologista-conversando-com-paciente-jovem-adulto.webp)

Epilepsia

# Diagnóstico correto da crise e controle com segurança

Investigação de crises, classificação correta da epilepsia e controle com orientação para o dia a dia.

Última atualização: 18 de setembro de 2026

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**Emergência:** Sinais súbitos de AVC (rosto caído, fraqueza em um braço, fala enrolada) são emergência: ligue 192. 

Ligar 192 (SAMU)

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Antes de decidir

## Talvez você já tenha ouvido isso sobre epilepsia

Nenhuma dessas frases fecha a investigação sozinha. Veja o que costuma estar por trás de cada uma.

“O EEG deu normal, então não pode ser epilepsia.”

Um EEG normal não afasta epilepsia: ele é como uma fotografia, não um filme do que acontece o resto do tempo. O relato de quem viu a crise costuma valer mais do que o exame isolado.

“Foi só uma crise, deve ter sido isolada.”

Classificar corretamente o tipo de crise e o contexto em que ela aconteceu é o que orienta se existe risco de repetição e se o tratamento é necessário.

“Tenho medo de que o remédio mude minha personalidade.”

A escolha da medicação leva em conta efeitos colaterais e o perfil de cada pessoa. É um ajuste conversado, não uma receita única para todo mundo.

“Não sei o que fazer se acontecer de novo na frente da minha família.”

A orientação sobre o que fazer durante uma crise faz parte do acompanhamento, para tirar o medo de quem está junto tanto quanto de quem tem a crise.

Se você reconheceu a sua história aqui, a 

segunda opinião neurológica

[/segunda-opiniao-neurologica/ →](/segunda-opiniao-neurologica/)

 foi desenhada exatamente para esse caso.

## O que a avaliação de epilepsia investiga

Nem toda crise é epilepsia, e nem toda epilepsia se parece com a imagem que a gente tem dela. O relato de quem viu a crise costuma valer mais do que qualquer exame isolado — um EEG normal não afasta o diagnóstico. A avaliação classifica corretamente o tipo de crise, escolhe a medicação com esse critério e orienta o que muda na vida prática: direção, trabalho, sono e o que a família deve fazer se acontecer de novo.

![Realização de eletroencefalograma com traçado em monitor](/images/misc/exame-de-eletroencefalograma-com-eletrodos-posicio.webp)

## A crise que ninguém descreve direito

O diagnóstico da epilepsia depende quase inteiramente de uma coisa: a descrição precisa do que aconteceu. E essa descrição raramente pode vir do paciente, porque ele frequentemente não estava consciente durante o episódio.

Por isso a consulta valoriza tanto o relato de quem viu. As perguntas que mais rendem:

-   Houve algum **aviso** antes — cheiro estranho, sensação no estômago, medo súbito, déjà-vu?
-   A pessoa **respondia** quando chamada durante o episódio?
-   Os **olhos ou a cabeça viraram** para um lado específico?
-   Como foram os **movimentos** — rígidos, com abalos, de um lado só, dos dois?
-   **Quanto tempo** durou, medido de verdade (a percepção sempre superestima)?
-   Como foi a **recuperação** — confusão, sono, dor muscular, mordedura de língua, perda de urina?

Um vídeo gravado no celular, quando alguém conseguiu fazer, muda o diagnóstico com mais frequência do que qualquer exame. Não há constrangimento nisso: é informação clínica.

## Focal ou generalizada: por que a classificação importa

Crises **focais** começam em uma região específica do cérebro. Podem cursar com consciência preservada (a pessoa vive e lembra do episódio) ou alterada. A epilepsia do lobo temporal é a forma focal mais comum em adultos, e suas manifestações — sensação estranha no estômago que sobe, déjà-vu intenso, movimentos automáticos com a boca ou as mãos — são frequentemente confundidas com ansiedade ou com “absorção” por anos.

Crises **generalizadas** envolvem os dois hemisférios desde o início. Incluem as crises tônico-clônicas, as ausências e as mioclonias.

A distinção não é detalhe técnico. **Alguns fármacos anticrise indicados para crises focais pioram crises generalizadas específicas.** Um erro de classificação pode, literalmente, aumentar a frequência das crises de um paciente. É por isso que a consulta gasta tempo nessa etapa antes de prescrever.

## O que cada exame consegue e não consegue

**Eletroencefalograma (EEG).** Registra a atividade elétrica cerebral em um intervalo curto. Um EEG com alterações epileptiformes apoia fortemente o diagnóstico; um EEG normal não o exclui. Quando a suspeita persiste, existem protocolos mais sensíveis: EEG prolongado, EEG após privação de sono e monitorização com vídeo.

**Ressonância magnética.** Procura causa estrutural. Aqui vale um alerta prático: a ressonância de rotina **não** é a mesma coisa que a ressonância com protocolo de epilepsia. O protocolo específico usa cortes finos orientados de forma particular, adequados para ver estruturas como o hipocampo. Uma esclerose hipocampal pode passar despercebida em um exame de rotina e aparecer claramente no protocolo correto. Se você já fez ressonância e ela “não mostrou nada”, vale conferir qual protocolo foi usado.

**Exames laboratoriais.** Para afastar causas provocadas — distúrbios de sódio, cálcio, glicose, função renal e hepática — e para monitorar o tratamento.

## Viver com epilepsia: as perguntas que importam de verdade

A maior parte do impacto da epilepsia está fora da crise. São as decisões do dia a dia que a consulta precisa endereçar de frente:

**Direção.** Regida por norma, com exigência de período livre de crises. A conversa é objetiva, porque envolve terceiros — e porque manter alguém sem dirigir além do necessário também é um dano.

**Trabalho.** Atividades em altura, com máquinas, em solo instável ou com direção profissional exigem avaliação individual. A maior parte das profissões não tem restrição.

**Sono.** Privação de sono é gatilho consistente. Turnos noturnos e rotinas irregulares merecem discussão específica.

**Álcool.** Em quantidade moderada e em contexto de crises controladas, não é proibição absoluta — mas a combinação com privação de sono é o cenário clássico de crise.

**Gestação e anticoncepção.** Alguns fármacos anticrise interagem com contraceptivos hormonais e têm implicações na gestação. Mulheres em idade fértil merecem essa conversa **antes** de a gravidez acontecer, não depois.

**Esportes.** A maioria é liberada. Natação e esportes aquáticos pedem acompanhamento, não proibição.

## Quando a situação é emergência

Procure atendimento imediato ou ligue 192 se:

-   A crise **durar mais de cinco minutos**.
-   Ocorrerem **crises em sequência** sem recuperação da consciência entre elas (estado de mal epiléptico).
-   Houver **dificuldade respiratória** ou coloração azulada.
-   Houver **ferimento** durante a crise, especialmente na cabeça.
-   For a **primeira crise** da vida da pessoa.
-   A crise ocorrer em **gestante** ou em contexto de trauma recente.

Diferenciais

## Por que conduzir epilepsia aqui

### Relato de testemunha é exame de primeira linha

Na epilepsia, o que a família descreve costuma valer mais do que um EEG. A consulta é organizada para extrair essa informação com método, e não em dois minutos.

### EEG normal não encerra a investigação

O eletroencefalograma registra um recorte de tempo. Um exame normal em quem tem quadro sugestivo pede protocolo diferente, não descarte do diagnóstico.

### Medicação escolhida pelo tipo de crise

Fármacos anticrise não são intercambiáveis: alguns pioram crises generalizadas específicas. A escolha depende da classificação, da idade, do sexo, das comorbidades e dos planos de vida.

### A vida prática entra na consulta

Direção, trabalho em altura, natação, álcool, sono, anticoncepção e gestação — as perguntas que mudam o dia a dia são tratadas de frente, não deixadas para depois.

Passo a passo

## Como funciona a avaliação de epilepsia

1.  01
    
    ### Reconstruir a crise com quem viu
    
    O que aconteceu antes, durante e depois: houve aviso, os olhos viraram para um lado, quanto tempo durou, como foi a recuperação. Um vídeo feito pelo celular, quando existe, vale mais que muitos exames.
    
2.  02
    
    ### Classificar o tipo de crise
    
    Focal ou generalizada, com ou sem alteração de consciência. A classificação correta é o que orienta a escolha do fármaco — e um erro aqui pode até piorar as crises.
    
3.  03
    
    ### Exames com indicação clara
    
    Eletroencefalograma, com protocolos prolongados ou com privação de sono quando necessário, e ressonância magnética com protocolo específico de epilepsia, que difere do protocolo de rotina.
    
4.  04
    
    ### Tratar e orientar a vida prática
    
    Escolha do fármaco anticrise por critério, com discussão de efeitos colaterais, e orientação concreta sobre direção, trabalho, sono, álcool e o que a família deve fazer numa próxima crise.
    

O atendimento

## Como é o cuidado na prática

Imagens do ambiente e do processo de avaliação. Nenhuma imagem de paciente identificável e nenhum “antes e depois”, conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023.

 

Depoimentos

## O que os pacientes escrevem

Depoimentos públicos do Perfil da Empresa no Google, exibidos conforme as regras do CFM. Sem imagens de pacientes e sem "antes e depois".

> “O Dr. Lucas é um excelente neurologista! Muito atencioso, demonstra empatia genuína com os pacientes e um nível de cuidado que vai além do profissional. Dá para perceber que ele ama o que faz, e isso faz toda a diferença no atendimento.”

Kelly Rochah

Avaliação pública no Google

> “Ainda não fui presencialmente, mas já fui atendida pelo Dr. Lucas pelo SUS e posso garantir que é um excelente neurologista.”

Rita de Cassia Torres

Avaliação pública no Google

Depoimentos publicados com base nas avaliações públicas do Perfil da Empresa no Google, exibidos conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023. Resultados clínicos variam de pessoa para pessoa.

Dúvidas comuns

## Perguntas frequentes sobre epilepsia

### Toda convulsão significa epilepsia?

Não. Uma crise isolada pode ser provocada por febre alta, distúrbio metabólico, abstinência, privação grave de sono, intoxicação ou efeito de medicação. Epilepsia é definida pela tendência duradoura a gerar crises — em geral, duas crises não provocadas separadas por mais de 24 horas, ou uma crise com alto risco de recorrência demonstrado por exame.

### O que fazer se alguém tiver uma crise na minha frente?

Proteja a cabeça, afaste objetos que possam machucar, vire a pessoa de lado quando possível e marque a hora do início. Não coloque nada na boca, não tente conter os movimentos e não ofereça água ou comida enquanto a pessoa não estiver plenamente consciente. Se a crise passar de cinco minutos, se repetir sem recuperação entre elas, ou se houver ferimento ou dificuldade respiratória, ligue 192.

### Meu EEG deu normal. Isso exclui epilepsia?

Não exclui. O eletroencefalograma de rotina registra cerca de vinte a trinta minutos de atividade cerebral, e alterações epileptiformes podem simplesmente não ocorrer nesse intervalo. Quando a suspeita clínica é forte, a conduta é repetir com protocolos mais sensíveis — EEG prolongado, com privação de sono ou monitorização por vídeo — e não descartar o diagnóstico.

### O que são crises não epilépticas psicogênicas?

São episódios que se parecem com crises epilépticas mas não decorrem de descarga elétrica anormal. São reais, involuntários, associados a sofrimento psíquico e frequentemente tratados por anos com medicação anticrise que não funciona. O diagnóstico exige documentação adequada, e o tratamento correto é psicoterápico — o que é explicado sem qualquer juízo sobre o paciente.

### Posso dirigir tendo epilepsia?

Depende do controle das crises e do tempo sem episódios, conforme as normas de trânsito vigentes. Com crises controladas por período adequado, a condução costuma ser possível mediante avaliação. Essa conversa é feita com clareza e com base na regra, porque envolve segurança de terceiros — e também porque perder o direito de dirigir sem necessidade prejudica a vida de quem já está controlado.

### O tratamento é para sempre?

Não necessariamente. Em algumas síndromes e em pacientes com longos períodos livres de crise, exame normal e baixo risco de recorrência, a retirada gradual da medicação pode ser discutida. Essa decisão é individual, envolve risco e é tomada em conjunto, nunca por conta própria — parar de repente é uma das causas mais comuns de crise grave.

### O que mais desencadeia crises no dia a dia?

Privação de sono é o gatilho mais consistente, seguido de esquecimento de doses, consumo de álcool, estresse intenso e, em uma minoria de pacientes, estímulos luminosos intermitentes. Manter horário regular de sono e de medicação é a intervenção não medicamentosa com maior retorno.

### Epilepsia afeta a memória?

Pode afetar, especialmente na epilepsia do lobo temporal, em que a região envolvida participa diretamente da memória. Além disso, alguns fármacos anticrise têm efeito cognitivo. Por isso a queixa de memória em quem tem epilepsia merece avaliação específica, e não deve ser aceita como consequência inevitável do tratamento.

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