# Neurologista para Enxaqueca São Paulo | Dr. Lucas Michielon

> Avaliação de dores de cabeça e dor crônica: identificar o tipo, investigar sinais de alerta e montar um plano para reduzir crises. Vila Mariana e telemedicina.

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![Pessoa em ambiente de luz baixa durante episódio de dor de cabeça](/images/misc/pessoa-adulta-em-ambiente-domestico-com-luz-baixa-.webp)

Enxaqueca e Dor

# Identificar o tipo de dor para reduzir a frequência das crises

Identificação do tipo de dor de cabeça, investigação de sinais de alerta e plano para reduzir as crises.

Última atualização: 18 de setembro de 2026

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Antes de decidir

## Talvez você já tenha ouvido isso sobre enxaqueca e dor

Nenhuma dessas frases fecha a investigação sozinha. Veja o que costuma estar por trás de cada uma.

“Tomo analgésico quase todo dia, mas a dor não passa.”

O uso excessivo de analgésico é uma causa frequente de dor que virou crônica. Às vezes o primeiro passo do tratamento é justamente reduzir esse uso, com um plano para isso não doer mais.

“Já tentei remédio para enxaqueca e não funcionou.”

Nem toda dor de cabeça é enxaqueca, e usar o remédio errado para o tipo errado de dor é uma causa comum de “não funcionou”. O nome certo muda o tratamento inteiro.

“Acho que é só estresse, então não vale a pena investigar.”

Estresse pode ser gatilho, mas não fecha o diagnóstico sozinho. A investigação de sinais de alerta vem primeiro, e só depois entra o plano de prevenção.

“Essa dor baixa e constante não é tão forte, acho que não precisa de médico.”

A dor crônica de baixa intensidade mina a qualidade de vida mais do que parece, justamente porque a pessoa se acostuma com ela. Ela também tem plano de tratamento.

Se você reconheceu a sua história aqui, a 

segunda opinião neurológica

[/segunda-opiniao-neurologica/ →](/segunda-opiniao-neurologica/)

 foi desenhada exatamente para esse caso.

## O que a avaliação de enxaqueca e dor investiga

Nem toda dor de cabeça é enxaqueca — e o nome certo muda o tratamento inteiro. A avaliação identifica o tipo, investiga sinais de alerta e monta um plano que separa o tratamento da crise do tratamento preventivo. Entra aqui também a dor crônica: aquela dor baixa e constante, a pedra no sapato, que mina a qualidade de vida mais do que uma dor forte e pontual justamente porque a pessoa se acostuma com ela.

![Diário de cefaleia preenchido à mão para mapear gatilhos e frequência](/images/misc/diario-de-cefaleia-preenchido-a-mao-em-caderno-abe.webp)

## Os tipos de dor de cabeça que mais chegam ao consultório

O primeiro trabalho da consulta é dar nome à dor, porque o nome determina o tratamento. Os quadros mais frequentes:

**Enxaqueca.** Dor em geral de um lado, pulsátil, de intensidade moderada a forte, que piora com esforço e vem acompanhada de náusea, sensibilidade à luz e ao som. Pode ter aura — alteração visual ou sensitiva que antecede a dor. Existe em forma episódica e crônica, e a transição de uma para a outra é o que o tratamento preventivo tenta evitar.

**Cefaleia tensional.** Dor em aperto, dos dois lados, de intensidade leve a moderada, sem náusea e sem piora com esforço. É a mais comum na população geral e a mais subvalorizada, porque raramente incapacita — mas cobra o seu preço em dias ruins acumulados.

**Cefaleia em salvas.** Dor extremamente intensa, ao redor de um olho, em crises curtas que se repetem em períodos concentrados, com lacrimejamento, congestão nasal e agitação. É rara, muito característica e frequentemente confundida com sinusite por anos.

**Cefaleia por uso excessivo de analgésicos.** Não é um tipo primário: é o que acontece quando a medicação de resgate é usada com frequência alta. Vira um ciclo em que a dor sustenta o remédio e o remédio sustenta a dor.

**Cefaleias secundárias.** Dor causada por outra condição — vascular, infecciosa, pressórica, estrutural. São a minoria, mas são a razão pela qual os sinais de alerta são checados sempre.

## O que muda quando o diagnóstico é preciso

| Quadro | O que resolve a crise | O que reduz a frequência |
| --- | --- | --- |
| Enxaqueca episódica | Analgésico específico, com dose e momento certos | Preventivo oral ou anti-CGRP conforme o perfil |
| Enxaqueca crônica | Resgate com limite rígido de dias por mês | Preventivo obrigatório, associado a manejo de gatilhos |
| Cefaleia tensional | Analgésico simples, uso pontual | Sono, postura, manejo de estresse, atividade física |
| Cefaleia em salvas | Tratamento abortivo específico do quadro | Preventivo iniciado já no começo do período de crises |
| Uso excessivo de analgésico | Retirada estruturada da medicação implicada | Preventivo instalado em paralelo à retirada |

A coluna da direita é a que costuma estar vazia no histórico de quem chega aqui. É comum encontrar pessoas com dez anos de enxaqueca que nunca fizeram tratamento preventivo — só acumularam receitas de resgate.

## Alodinia, gatilhos e a fisiologia que explica o resto

Dois conceitos ajudam a entender por que a dor muda de comportamento ao longo dos anos.

O primeiro é a **alodinia cutânea**: a fase da crise em que o simples toque no couro cabeludo, o rabo de cavalo ou a armação do óculos incomodam. É um sinal de que o sistema de dor está sensibilizado, e é também um marcador prático — quando a alodinia já se instalou, o analgésico funciona muito menos. Daí a orientação de tratar a crise cedo, e não “esperar para ver se passa”.

O segundo é a diferença entre **gatilho e causa**. Queijo, vinho, jejum, privação de sono, ciclo menstrual e mudança de rotina são gatilhos: eles disparam uma crise em quem já tem a predisposição. Eliminar gatilhos ajuda, mas não trata a doença de base — e listas restritivas longas demais costumam gerar mais ansiedade do que benefício. Por isso o diário é mais útil que a dieta de exclusão: ele mostra os seus gatilhos, não os do manual.

## A dor crônica: a pedra no sapato

Existe um segundo território nesta página, menos visível e igualmente importante. É a dor baixa e constante — nas costas, nos membros, difusa — que não incapacita num dia específico, mas corrói a qualidade de vida ao longo de meses. Uma dor forte e pontual manda a pessoa ao pronto-socorro. Uma dor média e permanente ensina a pessoa a conviver, e é assim que ela se perpetua.

Na avaliação neurológica dessa dor, interessa separar o componente **nociceptivo** (tecido lesionado sinalizando) do componente **neuropático** (o próprio nervo gerando o sinal), porque eles respondem a classes diferentes de medicação. Analgésico comum tem pouco efeito em dor neuropática, e persistir nele por anos é um padrão frequente.

A avaliação também olha o que sustenta a dor por fora: sono ruim, humor, sedentarismo, medicação que perdeu efeito. Tratar só o sintoma, sem mexer nesses fatores, é enxugar gelo.

## Quando procurar avaliação

-   Dor de cabeça em **mais de quatro dias por mês**, ou que já obriga a faltar compromissos.
-   Uso de analgésico em **mais de dez dias por mês**.
-   **Mudança de padrão** numa dor que você já conhecia há anos.
-   Dor acompanhada de **alteração visual, fraqueza, alteração de fala ou confusão**.
-   Dor que **acorda você** à noite ou piora ao deitar.
-   Dor crônica que **já dura mais de três meses** sem explicação ou sem melhora.

Dor de cabeça de início súbito e explosivo, a chamada dor em trovoada, é emergência: procure atendimento imediato ou ligue 192.

Diferenciais

## Por que conduzir enxaqueca e dor aqui

### Diagnóstico antes de receita

Enxaqueca, cefaleia tensional, cefaleia em salvas e dor por uso excessivo de analgésico têm tratamentos diferentes. Tratar tudo como enxaqueca é o erro que mantém o paciente no mesmo lugar por anos.

### Sinais de alerta levados a sério

A maior parte das dores de cabeça é primária e benigna. A minoria que não é precisa ser reconhecida rápido, e os critérios de alarme são checados sistematicamente em toda avaliação.

### A dor crônica também entra

A dor baixa e constante — a pedra no sapato — mina a qualidade de vida mais do que uma crise forte e pontual, justamente porque a pessoa se acostuma. Ela é tratada como problema, não como característica pessoal.

### Metas mensuráveis e honestas

O objetivo não é eliminar toda dor para sempre — é reduzir frequência, intensidade e impacto a um patamar que devolva a rotina. Esse alvo é combinado com você e medido no retorno.

Passo a passo

## Como funciona a avaliação de enxaqueca e dor

1.  01
    
    ### Classificar a dor
    
    Localização, qualidade, duração, sintomas associados e o que piora. A Classificação Internacional de Cefaleias (ICHD-3) dá os critérios, e a história dá o material — sem isso, qualquer tratamento é tentativa.
    
2.  02
    
    ### Rastrear sinais de alerta
    
    Os critérios SNOOP orientam quando uma dor de cabeça exige investigação de causa secundária: início súbito, idade atípica, mudança de padrão, sintomas neurológicos associados, febre ou piora progressiva.
    
3.  03
    
    ### Separar crise de prevenção
    
    Tratamento da crise resolve o episódio; tratamento preventivo reduz quantos episódios acontecem. Confundir os dois é a causa mais comum de dor que vira crônica — e do uso excessivo de analgésico.
    
4.  04
    
    ### Acompanhar com diário e metas
    
    O diário de cefaleia transforma impressão em dado: quantos dias de dor por mês, quantos dias de medicação. A meta é definida junto e reavaliada com número, não com sensação.
    

O atendimento

## Como é o cuidado na prática

Imagens do ambiente e do processo de avaliação. Nenhuma imagem de paciente identificável e nenhum “antes e depois”, conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023.

 

Depoimentos

## O que os pacientes escrevem

Depoimentos públicos do Perfil da Empresa no Google, exibidos conforme as regras do CFM. Sem imagens de pacientes e sem "antes e depois".

> “O Dr. Lucas é um excelente neurologista! Muito atencioso, demonstra empatia genuína com os pacientes e um nível de cuidado que vai além do profissional. Dá para perceber que ele ama o que faz, e isso faz toda a diferença no atendimento.”

Kelly Rochah

Avaliação pública no Google

> “Ainda não fui presencialmente, mas já fui atendida pelo Dr. Lucas pelo SUS e posso garantir que é um excelente neurologista.”

Rita de Cassia Torres

Avaliação pública no Google

Depoimentos publicados com base nas avaliações públicas do Perfil da Empresa no Google, exibidos conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023. Resultados clínicos variam de pessoa para pessoa.

Dúvidas comuns

## Perguntas frequentes sobre enxaqueca e dor

### Dor de cabeça frequente é sempre enxaqueca?

Não. A enxaqueca é o tipo que mais leva gente ao consultório, mas a cefaleia tensional é mais comum na população, e existem ainda a cefaleia em salvas, as cefaleias trigêmino-autonômicas e as cefaleias secundárias a outra condição. A Classificação Internacional de Cefaleias (ICHD-3) organiza mais de uma centena de diagnósticos — e o tratamento muda conforme o nome.

### Quando uma dor de cabeça é sinal de alerta?

Os critérios SNOOP resumem bem: sintomas sistêmicos (febre, perda de peso), história de câncer ou imunossupressão, sinais neurológicos associados (fraqueza, alteração visual, confusão), início súbito e explosivo (dor em trovoada), idade de início acima dos 50 anos, e mudança de padrão em quem já tinha dor conhecida. Dor de início explosivo é emergência — procure atendimento imediato.

### Qual a diferença entre tratamento da crise e tratamento preventivo?

O tratamento da crise age quando a dor já começou, para encurtá-la. O preventivo é de uso contínuo e serve para reduzir quantas crises acontecem por mês. Quem só tem tratamento de crise e usa analgésico com frequência alta corre o risco de desenvolver cefaleia por uso excessivo de medicação — o próprio remédio passa a alimentar a dor.

### O que é cefaleia por uso excessivo de analgésicos?

É uma dor que se torna crônica pelo uso frequente da medicação de resgate — em geral, mais de dez a quinze dias por mês, dependendo da classe do remédio. O quadro é comum, subdiagnosticado e reversível: a saída envolve retirar a medicação implicada com apoio e, em paralelo, instalar um tratamento preventivo eficaz para que a pessoa não fique desamparada no processo.

### Existem tratamentos novos para enxaqueca?

Sim. Os anticorpos monoclonais contra o CGRP e seu receptor — erenumabe, galcanezumabe e fremanezumabe — mudaram o cenário do tratamento preventivo em parte dos pacientes, especialmente nos casos que não responderam às opções anteriores. Eles têm indicação definida e não substituem a avaliação: a escolha depende do perfil da sua dor, das comorbidades e do que já foi tentado.

### Preciso fazer ressonância para investigar dor de cabeça?

Nem sempre. Em cefaleias primárias típicas, com exame neurológico normal e sem sinais de alerta, a imagem costuma ser desnecessária e gera achados incidentais que assustam sem mudar conduta. A imagem é indicada quando há critério de alarme, mudança de padrão, exame neurológico alterado ou quando a hipótese de causa secundária está na mesa.

### O que é o diário de cefaleia e para que ele serve?

É um registro simples dos dias com dor, da intensidade, do que você tomou e de fatores associados — sono, ciclo menstrual, estresse, alimentação. Ele serve para duas coisas: identificar padrões que a memória não guarda e medir objetivamente se o tratamento está funcionando. Sem ele, a avaliação de resposta vira impressão.

### Dor crônica é a mesma coisa que dor de cabeça crônica?

Não. Dor de cabeça crônica é um diagnóstico específico, definido por frequência (quinze ou mais dias de dor por mês, por mais de três meses). Dor crônica, no sentido amplo, é qualquer dor persistente que passou a ter vida própria, independentemente da causa inicial — incluindo a dor neuropática. As duas são abordadas aqui, mas com estratégias diferentes.

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